Ser pobre, obediente e casto: a vocação religiosa consagrada


Ser pobre, obediente e casto: a vocação religiosa consagrada

                É normal querermos progredir financeiramente, atingir estabilidade e autossuficiência econômica. Muitos se empenham para ocupar cargos de liderança, sonham em poder comandar equipes e ter o máximo de liberdade pessoal. A sexualidade é um impulso vital no ser humano e lidar com ela é uma grande tarefa. Desde muito cedo no cristianismo, há homens e mulheres que escolhem viver o seu seguimento a Jesus Cristo em uma vocação de especial consagração. Chamamos de “vida religiosa consagrada” ou, popularmente: Freis ou Freiras, Irmãos ou Irmãs, Religiosos(as), Consagrados(as).

                A pobreza, a obediência e a castidade são os três votos (promessas) que fazem parte da identidade dos religiosos. Há os que vivem em comunidades, compartilhando uma mesma casa e a mesma missão. Há os que têm uma atuação mais direta com as pessoas: escolas, hospitais, casas de idosos, com crianças em situação de vulnerabilidade, nas áreas de missão, com dependentes químicos, migrantes, moradores de rua. Há, também, os que vivem um estilo chamado contemplativo: mais dedicados à oração e à contemplação; são os monges e monjas de clausura.

                O próprio Jesus Cristo viveu a pobreza, a obediência e a castidade. A pobreza, porque a segurança de Jesus era o próprio Pai, e não as coisas materiais. Jesus ensinou a não nos deixar dominar pela ganância. A maior parte dos problemas do mundo está neste desejo louco e insaciável de acumular para dominar. A obediência: Jesus tinha vontade própria, liberdade e autonomia. Ele, ainda assim, dispunha-se a cumprir a vontade do Pai. É um grande desafio renunciar a querer que tudo aconteça conforme a nossa vontade. Obediência é, sem renunciar à autonomia pessoal, viver disponíveis à vontade do Senhor. A castidade: Jesus amou com amor total, “amou-nos até o fim”, como escreve São João. Castidade significa viver a sexualidade de maneira verdadeira, autêntica, pura.

                A história do Cristianismo e da civilização ocidental têm muito a agradecer à Vida Religiosa ao longo dos séculos. Quando celebramos a Assunção de Nossa Senhora ao céu, somos convidados a rezar por todos os religiosos e religiosas. Rezamos, também, pelo surgimento de novas vocações. A vida e a missão destas pessoas são um sinal de Deus e um chamado para todos nós vivermos com integridade a nossa própria vocação.

Pe. Eduardo Luis Haas

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