Novembro: mês da conscientização sobre o dízimo e do sentido de partilha


Novembro: mês da conscientização sobre o dízimo e do sentido de partilha

No mês de novembro, a Igreja no Brasil estimula os seus féis a uma especial reflexão sobre o dízimo. Aqui na Paróquia, já há bastante tempo, busca-se detalhar o que e qual a importância dessa ação. Como destacou Bruno Negruni, coordenador na Pastoral do Dízimo, em conversa com catequizandos de Crisma, não se trata de caridade e nem dar um valor determinado para a Igreja. “Dá-se o que é possível e quanto manda nosso coração”, observa. Já o padre Diego Knecht, pároco da Catedral, acrescenta que ser dizimista é, também, nutrir um sentimento de pertencimento à comunidade. “É uma forma concreta de fazermos parte dela, de nos somarmos com o todo”, ilustra.


Segundo o Documento 106 da Conferência dos Bispos do Brasil – CNBB, além de ser uma das formas de pertencimento à comunidade, essa relação através do dízimo se dá em quatro dimensões: ReligiosaMissionáriaEclesial e de Caridade. A dimensão Religiosa, significa que reconhecemos que, no fundo, tudo que recebemos (o trabalho, o sustento que provém dele, etc.) vem de Deus. Por isso, somos convidados devolver parte em retribuição ao que nos é concedido pela Graça Divina.




A dimensão Missionária é mais direta, pois parte desses recursos são destinados ao custeio de ações missionárias. Isso compreende desde o financiamento de trabalho de missionários nas comunidades, no Brasil e no mundo até as chamadas ações missionárias paroquiais. Essas podem ser desenvolvidas na Paróquia, como aquisição de materiais e outros recursos físicos que aportem e subsidiem determinada missão. Ou seja, trata de custear ou comprar tudo aquilo que possa servir à missão de Evangelização. O fiel, corresponsável por sua comunidade, toma consciência de que há muitas comunidades que não conseguem prover suas necessidades com os próprios recursos e que precisam da colaboração de outras. O dízimo permite a partilha de recursos entre as paróquias de uma mesma Igreja particular e entre as Igrejas particulares, manifestando a comunhão que há entre elas.

É diferente da dimensão Eclesial, que diz muito mais respeito aos custos do tempo enquanto organização e estrutura física. “É pagar a luz, água, esses bancos novos, manutenção, como ocorre em nossa casa”, explica Bruno. Contribuindo com o dízimo, o fiel vivencia sua consciência de ser membro da Igreja, e de que é corresponsável, para que a comunidade disponha do necessário para a realização do culto divino e para o desenvolvimento de sua missão. A consciência de ser Igreja leva os fiéis a assumirem a vida comunitária, participando ativamente de suas atividades e colaborando para que a comunidade viva cada vez mais plenamente a fé e mais fielmente a testemunhe.


Por fim, a dimensão da Caridade diz respeito diretamente a obras de caridade, quando parte dos recursos arrecadados com o dízimo vão para essas obras. Na Paróquia as obras são amplas.  O dízimo fornece a base financeira, necessária para a organização institucional da caridade da Igreja. Quando a comunidade contribui sistematicamente para os projetos de promoção humana ou de socorro a necessidades específicas, contribui também para a humanização das estruturas sociais e para seu progresso. “Se cada um contribuísse, mesmo com pouco, não precisaríamos promover tantas ações como rifas e outras promoções para cobrir as despesas e dar conta de todas essas dimensões”, observa o padre Diego.


Saiba mais sobre o Dízimo


A palavra dízimo quer dizer a décima parte de alguma coisa, ou dez por cento. Na Bíblia o dízimo é a décima parte dos bens que cada família produzia e que era ofertada a Deus em sinal de gratidão. Cada família entregava aos sacerdotes dez por cento dos produtos da terra para a manutenção do templo e dos serviços religiosos (cf. Ne 10,38-39; Tb 1,8; Ml 3,10).


Há umas questões básicas que pressupõe o dízimo: fé, gratidão, generosidade, senso de corresponsabilidade, consciência da dimensão econômica da evangelização, entre outras. Por isso, a CNBB define o dízimo como “uma contribuição sistemática e periódica dos fiéis, por meio da qual cada comunidade assume, corresponsavelmente, sua sustentação e a da Igreja. Ele pressupõe pessoas evangelizadas e comprometidas com a evangelização” (CNBB, Doc. 106, N.6).



Envelope do Dízimo onde é feito a coleta em nossa paróquia

Ainda segundo os bispos do Brasil, “o dízimo é uma contribuição sistemática e periódica dos fiéis, por meio da qual cada comunidade assume corresponsavelmente sua sustentação e a da Igreja” (CNBB, O Dízimo na Comunidade de Fé, Doc. 106, n.6). E ele se caracteriza a partir do compromisso de fé, uma vez que fazemos a experiência do Deus que entrega seu Filho para nossa salvação, do amor fraterno, que é um dos pilares da comunidade cristã, do compromisso moral, decisão pessoal que exprime o sentimento de pertença a uma comunidade paroquial. 


Embora o termo “dízimo” designe a décima parte (a partir de Abraão e Jacó), não há, por parte da Igreja, um valor estipulado. Deus não abençoa mais quem pode devolver mais. Não é assim. Deus se alegra com a gratuidade. Vale mais o coração generoso, gratuito e desejoso de devolver a Deus parte do que sua providência lhe concedeu (sem onerar as demais necessidades), que a quantia ofertada em si. Lembremo-nos da oferta santificante da viúva no Templo de Jerusalém (cf. Lc 21,1-4).


Como ser dizimista em nossa Paróquia?


- Buscando os agentes da Pastoral do Dízimo: são voluntários responsáveis pelo trabalho de conscientização e distribuição dos envelopes do Dízimo. Esses agentes se encarregam de fazer o envelope chegar a casa do dizimista todo mês. Assim, no segundo domingo do mês (mas também pode ser em qualquer outro momento do mês) o dizimista deposita o envelope na coleta em qualquer uma das missas da Paróquia (Catedral e comunidades);


- Procurando a Secretaria Paroquial: a conscientização também é feita na Secretaria. Os telefones para contato são: 3632-1196 | 98437-0817.


- Nas missas e celebrações na Catedral há um 'balcão do Dízimo'. Ali há sempre um agente disposto a dar informações.

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