Queridos leitores e leitoras, estamos às vésperas do dia das mães. Os que não somos mães teremos sempre dificuldade de compreender o que impacta na vida de uma pessoa a maternidade. Mesmo procurando não idealizar nem romantizar a figura da mãe, é preciso reverenciar cada uma destas mulheres. O dia das mães ajuda a pensar na relevância delas para a sociedade e para cada um de nós em particular.
Comecemos a
pensar no corpo: que impactos a maternidade traz no corpo da mulher! Quantas
transformações, renúncias, exigências: gestar, dar à luz, amamentar, cuidar,
acordar de madrugada, ficar sempre de sobreaviso e prontidão.
E os
impactos psicológicos, emocionais? Os medos, inseguranças, cansaços, estresses,
perigos de depressão pós-parto também fazem parte desse universo. Há uma
verdadeira transformação na mulher com a chegada de um filho, uma filha. E,
mesmo que fiquemos adultos, nossas mães sempre se preocupam conosco.
Outro
elemento que penso muitas vezes é no altíssimo número de mães que são
abandonadas ou não assistidas pelo pai da criança. Quando acontece uma
separação, o costume é que a mãe fique com a criança. O número de pais que nega
a pensão, que não declara todos os rendimentos para não ter que pagar tanto ou
que, mesmo estando junto com a mulher, se nega a participar ativamente da
missão de cuidar é revoltante. Não podemos normalizar isso! Escuto muitas vezes
o drama de mulheres-mães que não conseguem encerrar um relacionamento abusivo
por causa da dependência financeira. Com crianças, suas possibilidades de
trabalho diminuem e, assim, ficam dependentes.
Há filhos e
filhas que não se direcionam por caminhos bons. Muitos caem na dependência
química e, associado a isso ou não, acabam na prisão. Outros desenvolvem
doenças, síndromes, transtornos. Quem está mais presente nesses casos todos são
as mães!
Poderíamos
ir longe na lista de motivos para pensarmos na grandeza da vocação das mães.
Não devemos contrapor a vocação da mãe com a do pai. Elas são complementares e
há, sim, inúmeros pais exemplares que, unidos às suas mulheres, dão um
testemunho belíssimo.
Valorizemos
a data do dia das mães para pensar: que tipo de filho eu sou? Como me relaciono
com minha mãe? Sou disposto a ampará-la em sua velhice? Como manifesto meu
afeto e gratidão por tudo o que ela fez por mim ao longo do tempo?
E, para quem tem a mãe já
falecida, podes agradecer, pedir perdão, oferecer uma flor, uma oração. Creio
que as mães são um sinal vivo do amor de Deus para o mundo! Parabéns a todas a
mães! Que Deus as abençoe.
Pe. Eduardo Luis Haas
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