Desejo de servir à comunidade anima novas ministras da Eucaristia


Desejo de servir à comunidade anima novas ministras da Eucaristia

D. Paulo, Nara, Cassiane e Cláudia durante apresentação pública à comunidade

Na segunda reportagem da série que apresenta os oito novos ministros Extraordinários da Eucaristia (confira a primeira reportagem, publicada na semana passada), destacamos o testemunho de duas senhoras. Ambas já passaram por uma intensa vida profissional e, também, já vivenciaram com muita dedicação a vida comunitária em nossa paróquia. Ainda assim, animadas pelo desejo de continuar a servir, aceitaram o convite para assumir o Ministério Extraordinário da Eucaristia. São elas a professora aposentada Cláudia Beatris Teixeira, 56 anos, e a comerciante Nara Cristina da Rosa Sudoski, de 53 anos. 


Aliás, servir é um verbo muito bem conjugado por Nara, pois quando questionada qual sua profissão, ela brinca: “Pode escolher...kkk. Sou comerciante, tenho uma loja de artesanato e floricultura, sou babá da minha afilhada de um ano, dona de casa, auxílio meus pais (e eles a mim) e sou aposentada”. Na sua vida como paroquiana, participou de coral, do Círculo Bíblico, foi catequista e integrante da coordenação de comunidade. “Parei porque não consegui mais conciliar horários”, completa. E não é por menos. Ainda assim, conta que não teve como recusar o convite para o Ministério. “Estava somente participando da liturgia na minha comunidade (Capela Nossa Senhora Aparecida). Sentia falta de ajudar mais, sei que é de uma grande responsabilidade e espero ser digna desse chamado”, avalia.


Com Cláudia a história não foi muito diferente. Já atuou na Cáritas do Bairro Santo Antônio, onde mora, participou de um grupo que se reúne para rezar o terço nas terças-feiras e ajudava na liturgia. Ainda fez Cursilho, pós em Teologia e esteve em encontros da Renovação Carismática Católica. Tudo ainda tendo enfrentado a batalha diária de ser professora. “São tantos os dons e graças recebidas e, conhecendo um pouco os ensinamentos de Jesus Cristo, entendo que esses dons devem ser partilhados, colocados à serviço. E por mais que não nos sintamos dignos, Deus nos conhece e nos capacita, bastando apenas o nosso sim”, observa.


E as duas terão uma missão muito importante também como referência em suas comunidades. Nara na Capela Nossa Senhora Aparecida e Cláudia na Capela Santo Antônio. O padre Diego Knecht, pároco da Catedral São João Batista, lembra que nosso Plano Pastoral Paroquial – PPP destaca a importância da presença de pelo menos um ministro em cada Capela. “Porque cada comunidade além de sua coordenação, catequistas e pessoas da liturgia necessita de algumas pessoas que possam também ter este zelo maior com a Eucaristia. E seja zelando pelas suas celebrações comunitárias, seja levando aos que não podem mais vir a comunidade”, detalha.


Hoje, a Paróquia Catedral São João Batista conta com 34 ministros e ministras Extraordinários da Eucaristia. Essa missão depende de um convite direto do pároco. Mas, nada impede, e inclusive é salutar, que quem deseje esse ministério manifeste seu interesse. Além disso, lideranças nas próprias capelas, movimentos e pastorais podem indicar pessoas que acreditam que podem desempenhar essa função. Com calma e discernimento, todas as sugestões são avaliadas com carinho.


Conheça mais um pouco de Cláudia e Nara, através da entrevista realizada pela Pascom.


Cláudia Beatris Teixeira, 56 anos, professora aposentada



Cláudia | Foto: acervo pessoal


Pascom – Conte-nos como tem sido sua caminhada na Igreja? Por quais grupos, pastorais e ou movimentos você já passou?


Cláudia – Sempre fui de ir à Igreja. Também participava da Cáritas da Santo Antônio, do terço das terças-feiras e ajudava na liturgia. Mas, depois que fizemos o cursilho, eu e meu esposo, passamos a atuar mais na comunidade. E depois ainda fiz a pós em  Teologia em Bom Princípio, que só fez aumentar minha participação. E além do Movimento de Cursilho da Cristandade, tenho participado também de encontros da Renovação Carismática Católica.


Pascom – O que representa para você a vida em comunidade e atuação em nossa Paróquia?


Cláudia – Representa fazer parte de corpo que é a Igreja, onde Cristo é a Cabeça. Representa sentir-se um, junto a todos, buscando colocar a serviço os dons que recebemos.


Pascom – O que lhe fez aceitar o chamado para assumir como ministra da Eucaristia? Para você, qual a importância desse ofício?


Cláudia – Como disse, são tantos os dons e graças que recebidas e, conhecendo um pouco os ensinamentos de Jesus Cristo, esses dons devem ser partilhados, colocados à serviço. E por mais que não nos sintamos dignos, Deus nos conhece e nos capacita, bastando apenas o nosso sim.


Pascom – A senhora tem uma vida toda dedicada ao magistério, mesmo assim, resolveu aceitar mais esse chamado. Por quê? O que a animou?


Cláudia – Sou professora há muitos anos e neste tempo muitos desafios foram e são enfrentados. E levar algo novo, promover uma mudança no outro é também papel da educação, assim como agora levar Cristo ao outro é também proporcionar-lhe paz, alegria ao coração de quem recebe e da gente que entrega.


Pascom – Qual a importância de nos colocarmos à serviço? Como você compreende isso dentro do modo de vida cristão, defendido pela Igreja?


Cláudia – É de fundamental importância que nos coloquemos à serviço da comunidade. Somos agraciados com os mais diversos dons e todos de alguma maneira podem colocar a serviço do Reino, para promover a paz e o bem comum. E tudo que fizermos pelo outro com alegria é para o Senhor que o fazemos. E, também, é importante entrar em contato e conhecer em que seguimento podemos nos engajar, pois toda a ajuda é bem-vinda e faz a diferença na nossa vida e na do outro.



Nara Cristina da Rosa Sudoski, 53 anos, comerciante, babá da afilhada, dona de casa, apoio para os pais e (ufa!) aposentada.



Nara | Foto: acervo pessoal


Pascom – Conte-nos como tem sido sua caminhada na Igreja? Por quais grupos, pastorais e ou movimentos você já passou?


Nara – Já participei de coral, Círculo Bíblico, fui catequista, participei de diretoria de coordenação e parei porque não consegui mais conciliar horários.


Pascom – O que representa para você a vida em comunidade e atuação em nossa Paróquia?


Nara – Participar da comunidade, é fazer parte de uma grande família, onde cada um faz sua parte para servir ao próximo.


Pascom – O que lhe fez aceitar o chamado para assumir como ministra da Eucaristia? Para você, qual a importância desse ofício?


Nara – Estava somente participando da liturgia na minha comunidade, mas estava sentindo falta de ajudar mais. Sei que é de uma grande responsabilidade e espero ser digna desse chamado.


Pascom – A senhora tem grande atuação na sua comunidade, ainda tem família e atividades profissionais. Ainda assim, aceitou esse chamado. Por quê?


Nara – Juro que não sei. Por favor, não ria... Não tenho a menor ideia de como vou conseguir conciliar meus horários e minha atuação como ministra na minha comunidade. Ainda bem que tem outro ministro atuante por aqui.


Pascom – Qual a importância de nos colocarmos à serviço? Como você compreende isso dentro do modo de vida cristão, defendido pela Igreja?


Nara – Não é fácil nos colocarmos a serviço, sei por mim. Ainda não sei se conseguirei atuar, mas se cada cristão fosse um pouco mais disponível, mais engajado no serviço aos irmãos, viveríamos mais felizes. 


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