Quem foi teu catequista? Que lembranças tens da catequese? O que a catequese deixou marcado em ti? Ela ajudou teu caminho de fé? Começo com estas perguntas para introduzir o assunto do último artigo do mês de agosto, mês vocacional: o dia do catequista, que vamos celebrar no próximo domingo. Catequese diz respeito à transmissão da fé às novas gerações.
A
missão do catequista é, junto com toda a comunidade, iniciar alguém na fé.
Temos trabalhado muito para que a catequese deixe de ser aula e se torne um
encontro. O catequista não é professor. É uma pessoa de fé que, em nome de toda
a comunidade, testemunha a sua fé aos irmãos mais novos, ajudando-os a
aproximar-se dos mistérios de Deus na Igreja. Claro que na catequese temos
estudo, aprofundamento, memorização das principais orações que nos identificam
como cristãos. Mas vai além: o objetivo não se resume ao racional, o objetivo
é, sobretudo, vivencial, existencial.
Hoje
a catequese acontece ao redor de um ambão da Palavra. Ao redor dele, de pé,
escutamos a Palavra de Deus. Ao redor de uma mesa, sentados, se dialoga sobre a
vida, sobre a Palavra e sobre a fé. Um texto bíblico dá o rumo de cada
encontro. A interação entre fé e vida é o maior desafio do processo de
amadurecimento na fé: não podemos separar as coisas. Não basta saber coisas
sobre Deus e a religião. É preciso moldar o nosso modo de ser a partir das
verdades da fé.
Temos
dado alguns passos no sentido de incluir toda a comunidade no caminho de
catequese, de iniciação na fé. Acontecem celebrações em que toda a comunidade
participa, por exemplo. Contudo, ainda temos que caminhar muito para que a
catequese não seja em vista de receber um sacramento – normalmente o Batismo, a
Eucaristia ou a Crisma – mas seja em vista de seguir Jesus Cristo que se dá a
nós na Palavra, nos Sacramentos e em tantas realidades da vida.
Por
fim, quero registrar o apreço, estima e gratidão aos homens e mulheres que são
catequistas em nossas comunidades! Vocês são importantíssimos para a vida na
Igreja. Na simplicidade, com fé, disponibilidade e muita alegria vocês estão
aí, todas as semanas, acolhendo nossas crianças e jovens e propondo-lhes um
caminho. E o mais importante: vocês fazem este caminho junto com eles, por puro
amor a Jesus Cristo e à Igreja. Mais do que os métodos, importa nosso desejo de
compartilhar algo que vivemos, que sentimos, que experimentamos: “conhecer a
Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado
foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra
e obras é nossa alegria” (Documento de Aparecida, n. 29).
Parabéns,
catequistas, pelo seu dia. Deus abençoe a vida de todos vocês!
Pe. Eduardo Luis Haas
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